A Hipnoterapia pode ser definida como um estado ampliado de consciência em que o paciente é levado através de um relaxamento profundo, seguro e tranquilo, aos momentos de trauma.
Através da hipnoterapia, levamos o paciente a aceder a essa experiência fazendo com que a carga emocional que a mesma carrega seja diminuída, dissociando-a da experiência, para que a possamos ver sob uma perspetiva mais positiva, que nos permite carregar a situação sem o peso que tinha.
Para quem nunca fez hipnoterapia, a palavra hipnose pode assustar e podemos imaginar que vão ocorrer situações que levam o paciente a fazer ou dizer algo que não quer, mas na verdade, a hipnoterapia é tão maravilhosa que é o próprio paciente que faz o seu processo de cura, apoiado pelo hipnoterapeuta. E o estado hipnótico não é assim tão estranho e raro, pois durante o dia, experimentamo-lo várias vezes quando estamos naquilo que chamamos de “piloto automático”, tão absorvidos por exemplo, pelo livro que estamos a ler como se estivéssemos a viver a situação descrita pelo autor.
Ao colocar o paciente em estado hipnótico, o terreno é mais maleável e é possível re-experienciar e restruturar eventos passados. Algumas situações nas quais a hipnoterapia pode ajudar são a depressão, ansiedade, fobias e medos, ataques de pânico, luto, divórcio, problemas relacionados com a sexualidade, perda de peso, procrastinação, psicopatologias, entre outros. A hipnoterapia também pode dirigir-se a certos comportamentos que podem ter derivado do trauma, tais como: falta de confiança e auto-estima, dificuldade em dormir, desordens alimentares, entre outros, pois além de tratar os aspectos psicológicos do trauma, também é eficaz em relação aos sintomas fisiológicos.
As pessoas que viveram traumas de infância sabem quão difícil é viver na sombra de determinado acontecimento. Ao libertar-se do trauma, o paciente pode olhar para o evento de forma mais controlada e flexível, libertando-se dos fantasmas do passado.
