Será que és mesmo quem pensas ser?

As nossas atitudes, sentimentos, quem nós pensamos que somos também é fruto de condicionalismo à nossa volta. Desde pequenos que somos condicionados para agir de uma determinada forma, fruto da nossa educação, ambiente, pessoas, situações que surgem e da mecânica do nosso desenho. Para nos adaptarmos à realidade, vamos criando uma ‘persona’, que julgamos ser. É impossível estar imune a este condicionamento, pois ele está por todo o lado, mas é possível identificá-lo e usar estratégias para ultrapassá-lo.

“Tudo o que é preciso é a prontidão de nos desconectarmos da loucura da loucura do mundo e dos objectivos do não-ser, para redescobrir a dignidade do que é seres tu!

Ra Uru Hu

Toda a minha vida fui condicionada para ser uma geradora, sendo filha de dois geradores e vivendo num mundo de geradores. Isto significa que para mim sempre foi importante trabalhar, trabalhar, trabalhar sem parar… Sou uma projectora energética e por isso, tenho muita energia, mas esta não é permanente e acontece por curtos períodos de tempo, após os quais me sinto esgotada. Em todos os empregos que tive, os horários eram sempre excedidos e quanto mais dava, mais me era exigido, o que acontece infelizmente, na maioria dos locais de trabalho, actualmente. Como tenho um centro sacral indefinido e os nossos centros indefinidos são o local do nosso maior condicionalismo, não tenho um mecanismo interno para parar e posso continuar por horas e horas (uma vez, fiz vinte bolos e podia continuar por tempo indefinido, mas a que custo?)

Após muitos anos de trabalho intenso, sentia-me completamente esgotada e estive prestes a entrar em burnout até sentir que tinha de haver uma outra forma de viver. Foi então que conheci o Sistema de Desenho Humano e percebi que este era um grande condicionalismo meu e que se não parasse a tempo, esgotar-me-ia toda a pouca energia que já tinha.

Hoje, conheço-me melhor: sei onde estão os locais onde me condiciono mais e por isso, respeito-me. Vou para a cama antes de estar cansada, senão posso ficar toda a noite acordada a fazer algo que me interesse verdadeiramente. Ainda trabalho muito, mas por curtos períodos de tempo. Faço pausas antes de estar cansada para repôr energias, entre muitas outras estratégias que aprendi com este Sistema.

Será que estás a ser tu mesmo ou a sofrer de condicionalismo dos teus centros indefinidos? E se eu te disser que existe uma mapa da tua essência, um manual de instruções só teu, único, revelador sobre o qual te iluminas quando o conheces e aceitas quem és, encontrando depois, estratégias para lidar com as tuas especificidades?!

Se estas palavras te fazem sentido, então, o Sistema de Desenho Humano é algo que podes conhecer e que pode ajudar-te nesta caminhada. E nunca é tarde, estás sempre a tempo de te conhecer e respeitar. Abraça-te, descobre a tua essência e honra quem és. Neste mundo, que por vezes, quer tornar-nos todos iguais, descobre afinal, a magia de ser tu mesmo. 💜

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